3 de janeiro de 2009

Chego sem saber, à beira dos séculos...

Melodia

Este é o orvalho dos teus olhos.
Esta é a rosa dos teus vales.
O silêncio dos olhos está no silêncio das rosas.
Tu estás no meio,
entre a dor e o espanto da treva.
Arrancas-te ao mundo e és a perfumada
distância do mundo.
Chego sem saber, à beira dos séculos.
Despenho-me nos teus lagos quando para ti
canta o cisne mais triste.
O pólen esvoaça no meu peito, junto às tuas
nuvens.
Esta é a canção do teu amor.
Esta é a voz onde vive a tua canção.
As tuas lágrimas passam pela minha terra
a caminho do mar.

- José Agostinho Baptista -

31 de dezembro de 2008

Ora cá está mais um!!!


Bom Ano a todos! 

Que 2009 vos traga tudo aquilo que verdadeiramente interessa... estejam atentos, pois a felicidade está sempre onde menos se espera ;)

24 de dezembro de 2008

Luz de Natal...




É sempre emocionante descer até à Foz em dias assim, sobretudo quando se tem o privilégio de terminar uma tarde muito especial com um pôr-do-sol sobre o meu mar, numa explosão de cor e de luz que mais parecia uma pintura.


Um Feliz Natal para todos, recheado de tudo aquilo que é verdadeiramente importante!!!

16 de dezembro de 2008

Dream on girl...


Depois do Maxime, o Casino de Lisboa, numa noite gelada de Dezembro. 

Alinhamento quase igual, desta vez com direito a um Natal Branco cheio de neve que caía dentro de uma bola oferecida por uma amiga. 
A voz de sempre, arrepiante, e a mesma presença em palco, numa construção muito própria de uma personagem de sapatos vermelhos. É engraçado perceber a diferença entre a Redshoes e a Rita fora de cena, que fez as delícias da minha Pequenina com um querida Mariana.
Desta vez não tivemos direito a beijinho nem a dois dedos de conversa tímida, mas para a próxima não saímos de lá sem uma foto (fica prometida bebé!) e sem saber o nome de uma certa e determinada pessoa.

Fica sempre a faltar a love is love you, não sabemos porquê, mas somos compesadas com uma interpretação sublime de uma canção que me diz muito... fico sempre com um nó no peito quando ouço a Rita cantar, sozinha em palco, My body is a cage, dos Arcade Fire.
Disse algures que tinha sido desnecessária, mas mentia a mim mesma.

Mais uma vez, grande concerto!!!

14 de dezembro de 2008

Como eles crescem,meu Deus!!! (4)


Será sempre a minha Mary-Mary.


Quando entrou na minha vida, conquistou-me com os seus enormes olhos de azeitona, tão expressivos e brilhantes como faróis em noites de nevoeiro. Veio para o meu colo e nunca mais me largou, adoptando-me como a sua Mari. Na realidade, adoptamo-nos uma à outra, para a vida inteira.


É tão meiga, querida e sedutora quanto traquinas, rebelde e teimosa. Por vezes temo que cresça num turbilhão de emoções mal resolvidas, o que me enche de frustração, pois é muito pouco o que posso fazer para a ajudar. Resta-me continuar a amá-la e mimá-la como tenho feito até aqui, dando-lhe colo sempre e alguns raspanetes quando necessário.

Tem queda para a pantominice e a representação, talvez umas aulas de teatro não fossem mal pensadas... Gosta de desenhar, de fazer passagem de modelos e tem um lado muito coquette e feminino que contrasta com um outro lado mais maria-rapaz e selvagem. Dança muito bem, cheia de ritmo e harmonia e sabe de cor imensas canções, das Chiquititas ao Tony Carreira.

Tão depressa ri como chora e é uma fiteira profissional, conseguindo quase sempre aquilo que quer.
Está tão crescida, que já me escreve bilhetes de desculpa, dignos de deixar a Fátima Lopes de boca aberta num qualquer Perdoa-me

É uma miúda esperta, inteligente e de raciocínio rápido e certeiro e tenho a certeza de que a vida daqui para a frente lhe dará a paz que precisa para se tornar uma pessoa feliz e realizada. Sei que tem as capacidades necessárias e vai poder contar sempre comigo, para tudo, como desde há já quase 9 anos.

11 de dezembro de 2008

Como eles crescem,meu Deus!!! (3)

Será sempre o meu bebé pantomineiro.


Desde que nasceu que ri com a mesma facilidade com que chora e cedo nos apercebemos que era completamente diferente do irmão. Para ele a vida é um desafio constante, é destemido, mas já vai conhecendo os seus limites e é das criaturas mais desbocadas que eu conheço! 
Foi buscar à madrinha, sobretudo, a paixão e o vício do cafézinho, para além de uma série de outras benções... é um artista, em toda a acepção da palavra.


Possui um olhar atento e perspicaz sobre tudo o que o rodeia, gosta de debates acessos e inteligentes e argumenta como ninguém. Discute política, economia, as playlists da MTV e filatelismo, se for preciso, mesmo não percebendo patavina do assunto. 

É de raciocínio rápido e está sempre em cima dos acontecimentos, mesmo que a preguiçar deitado no sofá. Acha que a Filosofia não passa de senso comum, por isso não é preciso estudar e é capaz de enfrentar um teste sem ter aberto um único livro. Mas lá se vai safando, o safado!
Era o desterro das aulas de Religião e Moral e o auto-intitulado ateu ganhou finalmente a liberdade este ano, ao enfrentar o ensino público e laico.

Desde pequeno que me faz rir à gargalhada e é sempre uma óptima companhia e um grande compincha. Tem um humor inteligente e refinado, como o irmão aliás, embora ligeiramente diferentes e é capaz de encher e iluminar uma sala apenas com a sua presença.
Está tão crescido, que a barba já começa a picar naquela carinha de puto reguila!

Quer ser arquitecto e eu sei que o será, se assim realmente o desejar, ou outra coisa qualquer, caso venha a mudar de ideias. Capacidades tem de sobra! A priminha mais velha estará sempre por perto para o ver crescer, puxar as orelhas quando for preciso e elogiar sempre que for o caso, sem nunca deixar de ter um enorme orgulho neste seu mais que tudo.
Ah!, e faz umas óptimas massagens quando está bem-disposto e para aí virado!

10 de dezembro de 2008

Como eles crescem,meu Deus!!! (2)


Será sempre a minha Pequenina.


No dia em que nos abraçamos pela primeira vez após muitos anos de desencontros, naquela já mítica estação de Coimbra B, foi como se o mundo parasse por instantes de girar, apenas para melhor poder registar aquele momento.


É tão minha irmã que até irrita! Somos parecidas em tudo, até naquilo em que não temos nada a ver uma com a outra. Vemos a vida pelo mesmo prisma e sentimos as coisas como se pudéssemos por instantes experienciar ser a outra, sem nunca deixarmos de ser nós mesmas. 

Não deixa de ser estranho e por isso mesmo damos por nós às vezes a dizer oh...nem vale a pena falar, tu já sabes o que eu vou dizer ou, quando nos picamos uma à outra por sabermos exactamente onde e como o fazer (o que nos diverte e irrita ao mesmo tempo!) e de repente nos saímos com um vai-te lixar!. Adoro quando é ela a dizê-lo e a expressão do rosto que sempre faz a seguir diverte-me e emociona-me ao mesmo tempo.

Sei que será na vida aquilo que se propuser a ser, sempre com o mesmo entusiasmo que dedica àquilo que gosta e a faz feliz. 
Está tão crescida, que no outro dia se virou para mim e para a mãe dela (a nossa Mamã de Lisboa) e com uma enorme certeza de si mesma nos dispara um voçês não conseguem acompanhar o meu crescimento intelectual!. O pior é que não conseguimos mesmo, agora que ganhou asas e traça o seu próprio vôo.

É outro dos tesouros que a vida me ofereceu e o orgulho da mana cota, que estará sempre por perto para a aplaudir nos sucessos e apoiar nos fracassos. 
Não poderia ter desejado uma mana mais protectora, mais conhecedora de mim do que eu própria, mais atenta e mais emocionante do que my person.