... ou porque os iPads e outros que tais ainda não me convenceram.
26 de abril de 2010
25 de abril de 2010
Para que este não seja mais um tempo em que os homens renunciam...
Este é o tempo
Este é o tempo
Da selva mais obscura
Até o ar azul se tornou grades
E a luz do sol se tornou impura
Esta é a noite
Densa de chacais
Pesada de amargura
Este é o tempo em que os homens renunciam.
- Sophia de Mello Breyner Andresen -... e se cumpra, finalmente, Abril!
24 de abril de 2010
21 de abril de 2010
Dos piratas...
Sou o único homem a bordo do meu barco.
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
- Sophia de Mello Breyner -
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.
Gosto de uivar no vento com os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.
A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo deste sonho e nunca durmo.
- Sophia de Mello Breyner -
20 de abril de 2010
18 de abril de 2010
Vontade de começar a preparar...
...as malas e partir.
Preciso tanto de levantar voo outra vez, de ver mundo, falar outras línguas, perder-me em cidades desconhecidas, analisar mapas, traçar itinerários, provar outros sabores, olhar outros horizontes...cada vez mais tenho a certeza de que serei sempre uma cidadã do mundo, antes de qualquer outra coisa, e que a minha alma é nómada, livre e sem amarras. Quando permaneço demasiado tempo num mesmo sítio começo a ficar inquieta. No entanto, sei bem onde estão as minhas raízes e preciso sempre de voltar a casa - mas é uma casa, que sendo porto de abrigo, é também rampa de lançamento para novos voos, uma espécie de porta-aviões em mar alto, onde venho reabastecer-me de afectos, acima de tudo. É o que me permite sempre seguir viagem.
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