17 de fevereiro de 2008

Coincidências?!...




Porque há mesmo coisas
que não se explicam!

Mas no tempo subjectivo...

Tu já me arrumaste no armário dos restos
eu já te guardei na gaveta dos corpos perdidos
e das nossas memórias começamos a varrer
as pequenas gotas de felicidade
que já fomos.
Mas no tempo subjectivo
tu és ainda o meu relógio de vento
a minha máquina aceleradora de sangue
e por quanto tempo ainda
as minhas mãos serão para ti
o nocturno passeio do gato no telhado?

- Isabel Meyrelles -

11 de fevereiro de 2008

Spring is coming to town...

Porto - 9.02.08

Eu sei que a chuva faz falta e que ainda deve vir aí muito frio (pelo menos os provérbios que me ensinaram na infância assim o prevêem!), mas eu estou a adorar estes dias de sol e céu azul...

Nothing's gonna change my world...


- The Beatles, Across the Universe -

No passado dia 4 de Fevereiro, a NASA, que comemorava os seus 50 anos, decidiu lançar no espaço a música Across the Universe, gravada pelos Beatles há já 40 anos. A agência espacial norte-americana transmitiu o evento às 00h00 de Lisboa, ou seja, já no dia 5 de Fevereiro deste lado do Atlântico.

Eu assisti, em directo, à transmissão pela net, em óptima companhia e, apesar de não se ter visto grande coisa (para não dizer mesmo nada!), foi um momento engraçado e carregado de simbolismo...

Pois, de entre todas as canções que poderiam ter escolhido, dos Beatles e não só, foram escolher precisamente esta - apetece dizer, não há mesmo coincidências!!!

*

10 de fevereiro de 2008

Bolacha Maria (3)

Saído do nada, da boca de uma pulga eléctrica com quase 8 anos:

" Sabes, às vezes a alma faz coceguinhas... Porquê?!"

E agora pergunto eu, o que se responde a isto?!

9 de fevereiro de 2008

Momentos perfeitos*







Guincho - 5.02.08


Saudades...


"Quando eu morrer voltarei para buscar
os instantes que não vivi junto do mar..."

- Sophia de Mello Breyner Andresen -

Mais longe do que a vida nos permite...

Soneto Mudo

Há o silêncio, às vezes, entre nós,
e é um silêncio denso, ou uma fala
críptica, uma linguagem que abdica
do som, para ser só a voz da alma...

Há súbitas catarses de palavras
em torrente, cachoeiras de espuma
efervescente, ou talvez a timidez
dos gestos reprimidos ou repressos.

Há os olhos que dizem sem dizer,
há o fluido subtil de quem se entende
mais longe do que a vida nos permite.

E há a confiança na ausência,
há segredos sabidos sem saber,
manhãs comuns em cada amanhecer.

- Rui Polónio Sampaio -