1 de outubro de 2008

Por amor...

Maria, por Diego - Setembro 2008


A. - Maria, diz lá: quantos namorados tens?
Maria, 8 irrequietos anos - Oh...nenhum. Ainda não gosto de ninguém por amor!

Mas o Tang Hong Ming já gosta...e é correspondido!!!

10 de setembro de 2008

Filha de peixe...

Rite of passage...


- Today, Joshua Radin -

Andrew: You know that point in your life when you realize that the house that you grew up in isn't really your home anymore? All of the sudden even though you have some place where you can put your stuff that idea of home is gone.
Sam: I still feel at home in my house.
Andrew: You'll see when you move out it just sort of happens one day and it's just gone. And you can never get it back. It's like you get homesick for a place that doesn't exist. I mean it's like this rite of passage, you know. You won't have this feeling again until you create a new idea of home for yourself, you know, for your kids, for the family you start, it's like a cycle or something. I miss the idea of it. Maybe that's all family really is. A group of people who miss the same imaginary place.

- in Garden State -

4 de setembro de 2008

V.I.P.

Inês e o pôr-de-sol em Algoso


Este céu passará e então
teu riso descerá dos montes pelos rios
até desaguar no nosso coração
- Ruy Belo -


What's so funny?!

Cartadas no alpendre

Jantaradas fora d'horas

Primoíces ao fim do dia

Só gosto de ti um chisquinho assim!

Pequenina com o Douro ao fundo, bem à minha beira :)

You have made my SUMMER !!!

Havemos de ser outros amanhã...*

"Pelas mãos e pelos olhos eu juro"


são as mãos que me trazem o amor dos homens

e me largam na fronteira de todos os segredos

que repousaram em mim como no breve espaço

de uma lua fugaz


também as tuas mãos haviam de chegar um dia assim

ou pelo menos foi isso que eu pensei quando

o teu corpo tocou ao de leve a sombra das águas

que tinham corrido ao longo das noites da tua ausência


mas às vezes o destino escreve-se

com inesperados visitantes

e o nosso quarto ficou cheio de vozes mas

nenhuma nos reconhecia por dentro das suas

mais absurdas dissonâncias

e foi então que eu soube que a felicidade

era apenas um complemento

muito circunstancial e remoto de lugar onde

em que nenhum passado que nos pertencesse

faria qualquer sentido


apesar de tudo os meus dedos

ainda procuram reter o sôfrego sabor das horas que faltam

para o prometido regresso

das palavras tecidas de fresco entre a penumbra

das nossas pernas


mas houve sempre desígnios imutáveis

eclipes ravinas ou a ácida saliva das marés

ou simplesmente a ferida de quem vinha

em voz baixa reclamar o que lhe fora roubado


e os meus dedos acabavam por recuar

e as palavras com que em tempos

tinhas esperado por mim

cansaram-se


e são hoje nódoas rosadas no meu corpo

como se o meu corpo fosse um mapa

onde o teu corpo deslocou minúsculas bandeiras

em tempo de guerra


- Alice Vieira, in Dois corpos tombando na água -*