10 de fevereiro de 2015

Os rios que eu encontro vão seguindo comigo.*




Water does not resist. Water flows. When you plunge your hand into it, all you feel is a caress. Water is not a solid wall, it will not stop you. But water always goes where it wants to go, and nothing in the end can stand against it. Water is patient. Dripping water wears away a stone. Remember that, my child. Remember you are half water. If you can't go through an obstacle, go around it. Water does.


- Margaret Atwood, in The Penelopiad -

* João Cabral de Melo Neto

7 de janeiro de 2015

Good morning, starshine. The earth says "hello"!




Estou viva. Exausta, porém viva e com imensa vontade de voltar a este pequeno cantinho. 

2014 não foi um ano fácil, como os seus antecessores também já não haviam sido. No entanto, nem tudo foi mau, muito longe disso. Se me pedissem uma palavra, apenas, para resumir o ano que terminou, não hesitaria: Luis. O sobrinho que me fez tia de primeira viagem e que é a criatura mais adorável deste mundo e arredores. É ele que, todos os dias, nos renova as forças para seguirmos em frente, não nos deixando esquecer o que realmente importa - o amor, a verdadeira força que faz girar o mundo. Tudo o resto é conversa. 

É com esta certeza que encaro este novo ano. Venha o que vier, é pelo amor que devemos ir: o amor uns pelos outros, pelos nossos sonhos e paixões, por nós próprios. Mesmo que isto vos pareça o maior cliché de sempre, acreditem, não é.

8 de outubro de 2014

A liberdade é uma maluca que sabe quanto vale um beijo.

Somatório estival #2
















Jardins do Palácio de Cristal, Porto - Verão de 2014

A chuva dança com o vento junto à minha janela, o país tem várias zonas sob aviso laranja e a meteorologia volta a estar na ordem do dia, não apenas nos serviços noticiosos como nas conversas de café, nos intervalos para cigarro e nas viagens apinhadas nos transportes públicos. 
Cá dentro, procuro arrumar a vida e tento encaixar horários e acertar agendas, como se de um puzzle se tratasse. O Verão já lá vai, as ruas da cidade começam a cheirar a castanhas assadas e os dias notam-se bem mais curtos. Tudo começa a pedir um certo recolhimento, mas a mim ainda me apetece luz, sol e muito ar livre - nem que seja através de fotografias.

7 de outubro de 2014

Come mi manca questa ragazza*


Paris, há demasiado tempo atrás. 

Ela faz-me falta, muita. Todos os dias e das mais diversas formas. Há amizades assim, que sobrevivem à distância, às conversas e às partilhas diárias. Mesmo que só consigamos pouco mais do que um café por ano (os deuses hão-de ser justos e começar a trabalhar a nosso favor nesse aspecto!), a S. é daquelas pessoas para sempre. 
Gosto do carinho que tenho por ela. É daqueles sentimentos bons que nos aquecem a alma. Vibro com as conquistas que vai alcançando, entristeço-me quando sei que as coisas não correm como queria, preocupo-me quando a sinto mais em baixo. Nem sempre sou a melhor das amigas e já lhe falhei muito - a vida não é uma linha recta e eu perco-me demasiado nas curvas, não conseguindo, por vezes, focar-me no que é verdadeiramente importante. Talvez não lhe diga o suficiente o quanto gosto dela, os dias vão-se somando impiedosamente e vamos sendo engolidos por esta montanha-russa constante que é as nossas vidas. No entanto, estou aqui e estarei sempre. De preferência a vê-la sorrir. Aquele sorriso enorme que enche o mundo - e o mundo é dela.

Pequenas coisas que melhoram a (minha) vida.




MpB - Música Portuguesa Brasileira, um documentário de Pierre Aderne.