20 de junho de 2013
17 de junho de 2013
Construir o meu caminho hoje.
Después de un tiempo,
uno aprende la sutil diferencia
entre sostener una mano
y encadenar un alma,
y uno aprende
que el amor no significa acostarse
y una compañía no significa seguridad
y uno empieza a aprender...
Que los besos no son contratos
y los regalos no son promesas
y uno empieza a aceptar sus derrotas
con la cabeza alta y los ojos abiertos
y uno aprende a construir
todos sus caminos en el hoy,
porque el terreno del mañana
es demasiado inseguro para planes...
y los futuros tienen una forma de caerse
en la mitad.
Y después de un tiempo
uno aprende que si es demasiado,
hasta el calorcito del sol quema.
Así que uno planta su propio jardín
y decora su propia alma,
en lugar de esperar a que alguien le traiga flores.
Y uno aprende que realmente puede aguantar,
que uno realmente es fuerte,
que uno realmente vale,
y uno aprende y aprende...
y con cada día uno aprende.
- Jorge Luis Borges -
Para colher sonhos todos os dias.
16 de junho de 2013
*
every time I shed tears
in the last past years
when I pass through the hills
oh, what images return
oh I yearn
for the roots of the woodds
that origin of all my strong and strange moods
I lost something in the hills
I lost something in the hills
I lost something in the hills
I grew up in declivities
others grow up in cities
where first love and soul takes rise
there where times in my life
when I felt mad and deprived
and only the slopes gave me hope
when I pass through the leg high grass I shall die
under the jasmin I shall die
under the elder tree
and I need not prepare for a new coming day
where is it that fills the deepness I feel
You will say I'm not Robin the Hood
But how could I hide from top to foot
that I lost something in the hills
I lost something in the hills
Oh I lost something in the hills
Now I lean on my window sill
and I cry, though it's silly
and I'm dreaming of off and away
oh I know further west these hills exist
marked by apple trees marked by a straight brook
that leads me wherever I want it to
well I lost something in the hills
I lost something in the hills
oh, I lost something in the hills
- I lost something in the hills, de Sibylle Baier -
in the last past years
when I pass through the hills
oh, what images return
oh I yearn
for the roots of the woodds
that origin of all my strong and strange moods
I lost something in the hills
I lost something in the hills
I lost something in the hills
I grew up in declivities
others grow up in cities
where first love and soul takes rise
there where times in my life
when I felt mad and deprived
and only the slopes gave me hope
when I pass through the leg high grass I shall die
under the jasmin I shall die
under the elder tree
and I need not prepare for a new coming day
where is it that fills the deepness I feel
You will say I'm not Robin the Hood
But how could I hide from top to foot
that I lost something in the hills
I lost something in the hills
Oh I lost something in the hills
Now I lean on my window sill
and I cry, though it's silly
and I'm dreaming of off and away
oh I know further west these hills exist
marked by apple trees marked by a straight brook
that leads me wherever I want it to
well I lost something in the hills
I lost something in the hills
oh, I lost something in the hills
- I lost something in the hills, de Sibylle Baier -
* Uma das minhas canções preferidas de sempre.
14 de junho de 2013
A felicidade como disciplina.
" (...) O ser infeliz tem conjuntura alta e uma campanha de imagem muito forte. A ideia de infelicidade é desesperada, extrema, um tsunami que arrasta, uma via única. A infelicidade anula a escolha, desresponsabiliza e por isso é confortável. A infelicidade torna-se uma segunda pele, como o sofá e os chinelos. Há quem seja viciado no “coitadinho”, no tom expiatório da vítima. Incapaz de se desintoxicar, há quem se esqueça de viver. Ficando à espera de uma deusa celebrada e muito esquiva chamada alegria. É tramada a solidão dos infelizes.
(...) E é tudo isso que me move a agarrar a vida, a esculpir a felicidade com o afinco, não o talento, de um Leonardo. Tento ter a coragem da alegria. Faço dela um método. O prazer de viver, da descoberta e do encantamento é uma disciplina.
Tento olhar os dias inspirada pelas palavras desse sábio que é Vinicius de Moraes. Que cada instante (como o amor)“não seja imortal, posto que é chama/ mas que seja infinito enquanto dure”. Esse infinito, não é o da matemática, mas o da vida, feito de rupturas, vertigens, sujeito a intempéries.
Exijo passar pela vida e não que ela passe por mim. Impossible is Nothing. "
8 de junho de 2013
...
(Sam Weber: So how's your life?
Karen: Oh, great. How's yours?
Sam Weber: Not so great.
Karen: Ohhh, we're telling the truth.)
7 de junho de 2013
Hoje acordei com umas saudades imensas de Espanha.
Da estrada para Alcañices. Das compras nas Paquitas e no Fidel. Dos passeios pela Calle Stª Clara, em Zamora. Dos churros com chocolate quente. Dos piqueniques na Sanábria. Da Galiza. Dos chiringuitos de praia. Da minha mãe a comer boquerones. Das paellas. Das parrilladas. Das tapas, das tábuas de queijo e enchidos. De ir pinchar de tasquinha em tasquinha. Das gambas al ajilo comidas num restaurante de beira de estrada à entrada de Madrid para fugir à hora de ponta de regresso a casa em final de quinzena de férias. Da Andaluzia. Da Feria de Almeria. Da esplanada do José. Do Mediterrâneo. De Granada e do Alhambra. Do mosto vindo directamente de Léon. Do Monasterio de San Marcos. Das ruas de Barcelona. Da viagem de comboio até San Pol de Mar. De Roquetas. De Mojacar. Do calor insuportável de Sevilha. De ver dançar flamenco. De me arrepiar com uma guitarrada ao vivo. Dos torrões. Dos polvorones. Das natillas e da crema catalana. Da tarte de cuajada da minha tia. Do D. e do R. a dizerem entonces, tenemos que ver e outras espanholices no seu portunhol de crianças bilingues. De gazpacho, de granizados, de tomates bem maduros no Verão. Do céu andaluz.
Há qualquer coisa em mim que pertence ao país vizinho. Como há uma grande parte de mim espalhada pelos quatro cantos do mundo, uma alma dividida que me faz sempre sentir que vou ao encontro de mim mesma de cada vez que viajo e me faz sentir em casa em muitos lugares fora deste nosso cantinho à beira-mar plantado. Há quem diga que é o chamamento do sangue, de antepassados que criaram raízes mais ou menos profundas noutras paragens, umas mais longínquas que outras.
Sempre soube que tenho um espírito saltimbanco, uma alma nómada, uma necessidade de me manter em trânsito, percorrendo vários lugares que de alguma forma me atraem, como um canto de sereia. Preciso dessa errância, sou mais feliz na estrada, entre destinos. No entanto, sei bem onde fica o meu porto de abrigo, a minha rampa de lançamento, a minha pista aberta para todos os voos.
Sou uma portuguesa-tripeira, cidadã do mundo, e espero um dia poder terminar a minha viagem sob o céu único do meu Reino Maravilhoso. Até lá, há tanto chão à minha espera.
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