16 de fevereiro de 2012
15 de fevereiro de 2012
Devemos voltar sempre aos sítios onde fomos felizes.
Jerónimos, Belém, CCB, Sintra, Gulbenkian - Fevereiro de 2012
Não descia à capital há um ano. Muita água correu debaixo do meu moinho nestes últimos doze meses, mas o essencial permanece intacto. Se casa é onde mora o coração, aquele pedaço de sul viverá para sempre dentro de mim também.
14 de fevereiro de 2012
13 de fevereiro de 2012
E não sei quase mais nada.
A minha maneira de amar-te é simples:
aperto-te a mim
como se tivesse um pouco de justiça no coração
e ta pudesse dar com o corpo.
Quando te revolvo os cabelos
algo de lindo nasce das minhas mãos.
E não sei quase mais nada. Aspiro apenas
a estar contigo em paz e a estar em paz
com um dever desconhecido
que às vezes me pesa também no coração.
- Antonio Gamoneda -
7 de fevereiro de 2012
Assim é o amor.
The Beginners é um filme delicioso. Uma melancolia triste e algo atrofiada que se transforma numa ode à vida e ao amor, mas, acima de tudo, à verdade. Ser fiel a si mesmo, ser verdadeiro consigo próprio e conseguir viver serenamente com essa verdade é das coisas mais difíceis que há na vida.
The Beginners
The Descendenst é um filme honesto, sem pedantismos, pretensiosismos ou imposição de qualquer espécie. Encontramos nele algumas questões e valores que ainda regem as sociedades mais conservadoras - a família, acima de tudo, as suas tradições e legados, a fidelidade e a forma como as relações, amorosas e as outras, se constroem. O luto e a capacidade que todos temos de nos regenerarmos e seguir em frente, assim como a aceitação da vida como ela é, com todas as suas imperfeições e obstáculos conferem-lhe um humanismo que nos liga à nossa própria realidade e condição de ser humano mortal.
The Descendents
Ambos os filmes, não sendo alegres, são filmes felizes, esperançosos. Talvez não sejam oscarizáveis, embora já outros piores tenham levado a estatueta e outros muitíssimo superiores não tenham chegado sequer perto dela. Mas estes dois caíram-me no goto e já moram no meu acervo afectivo. Para além disso, Christopher Plummer é um senhor, o escocês continua lindo de morrer, a Mélanie é um charme e o Clooney, não sendo um actor brilhante, é muito mais do que o homem do café e o quebra-corações do serviço de urgências. Quanto às miúdas King, atentai no nome delas, pois acho que ainda vão dar que falar.
1 de fevereiro de 2012
27 de janeiro de 2012
Poema destinado a haver domingo.
Bastam-me as cinco pontas de uma estrela
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.
Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.
Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.
Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre
Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o amor por fim tenha recreio.
- Natália Correia -
E a cor dum navio em movimento
E como ave, ficar parada a vê-la
E como flor, qualquer odor no vento.
Basta-me a lua ter aqui deixado
Um luminoso fio de cabelo
Para levar o céu todo enrolado
Na discreta ambição do meu novelo.
Só há espigas a crescer comigo
Numa seara para passear a pé
Esta distância achada pelo trigo
Que me dá só o pão daquilo que é.
Deixem ao dia a cama de um domingo
Para deitar um lírio que lhe sobre.
E a tarde cor-de-rosa de um flamingo
Seja o tecto da casa que me cobre
Baste o que o tempo traz na sua anilha
Como uma rosa traz Abril no seio.
E que o mar dê o fruto duma ilha
Onde o amor por fim tenha recreio.
- Natália Correia -
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