18 de janeiro de 2012

Evadir-me, esquecer-me, regressar...














Serralves - Janeiro de 2012


À frescura das coisas vegetais,
Ao verde flutuante dos pinhais
Percorridos de seivas virginais
E ao grande vento límpido do mar.
 
- Sophia de Mello Breyner Andresen - 
 
*Um dia (quase) perfeito, que começou e terminou junto ao mar. O intervalo foi passado num dos meus sítios preferidos da cidade - Serralves.

4 de janeiro de 2012

Novo ano.



A vida, não sendo nova, continua. E vai-se renovando, dia após dia, numa teimosia constante de quem acredita que melhor é possível. Sempre.

     * Há qualquer coisa nesta melodia que me acalma e me devolve a uma parte de mim mesma que está, demasiadas vezes, adormecida.

31 de dezembro de 2011

✶☽☀




Que o novo ano que se avizinha seja o melhor possível para todos nós. Sê bem-vindo 2012!

25 de dezembro de 2011

Hoje sim é Natal.



Apesar da Consoada na noite de ontem, da mesa farta, da família reunida e dos presentes, o dia de hoje, para mim, é sempre o mais especial e aquele em que sinto, verdadeiramente, o Natal.

Espero que em vossas casas estejam a ter o melhor Natal possível, junto daqueles que mais amam. Desejo-vos o trivial que de trivial não tem mesmo nada: saúde, paz e amor - tudo o resto é acessório e virá por acréscimo.

Um feliz Natal para todos!

18 de dezembro de 2011

Sinto a terra nos meus pés.



Ontem, por entre moçambicanos, recordações de Moçambique, lembranças da Beira, canções de Natal e Bolo-Rei, recebemos a notícia da morte de Cesária. No meio da consternação de todos, alguém disse, sinto a terra nos meus pés, e eu senti também, mais ainda ao recordar os pés descalços da "Rainha da Morna", sempre que cantava.

1 de dezembro de 2011



Hoje, sim, começa-se a viver o Natal por aqui. Intimamente, a minha quadra natalícia começou no domingo passado, o primeiro do calendário do Advento. Mas as demonstrações e decorações das festividades começam hoje, se tudo correr bem e conseguir tempo para montar a árvore e decorar a casa (o dia começou tarde e vai ser preenchido, por isso não me garanto ter tempo para tudo). 
Hoje começa, para mim, também, a antecipação de uma das coisas que eu mais gosto no Natal - a oportunidade de oferecer presentes àqueles que me são mais queridos e especiais. Muito mais do que receber presentes, gosto de os oferecer - e, antes disso, de os escolher e/ou fazer com carinho a pensar nas pessoas que os receberão. Gosto do processo todo, mas, acima de tudo, vibro com o momento em que as pessoas os abrem e eu posso observar as suas reacções. É tão bom quando conseguimos fazer alguém sorrir com o presente mais singelo do mundo, contudo carregadinho de amor. 
Por tudo isto, o vídeo acima, descaradamente roubado à sem-se-ver e guardado à espera deste dia, deixou-me de lágrima no olho e um sorriso de ternura e encantamento. Porque, muito mais do que qualquer outra coisa, o Natal é estarmos com aqueles que amamos e fazê-los felizes, com gestos simples, mas cheios de tudo.

27 de novembro de 2011

Fado também é poesia.

Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

- Alexandre O'Neill -