19 de julho de 2011

Chuva de Verão.


O Verão parece ter partido para outras paragens e levou com ele o calor e os dias de sol e céu azul. Já se sabe que este tempinho me deixa com a tão famosa (pelo menos por estes lados) Neura de Budapeste, ou seja, fico imprópria para consumo. Agora, juntem-lhe uma TPM daquelas e umas dores de cabeça e no corpo piores do que se passasse os dias a cavar batatas e terão uma ínfima ideia do estado em que me encontro.

Como o tempo hoje não nos permitiu ir apanhar maças, pêras e tomates para fazer mais compotas, temos estado a finalizar alguns projectos e a aprimorar umas ideias que vão surgindo. Em breve haverá mais novidades por aqui, vão espreitando!

14 de julho de 2011

Cenas de domingo.








 Para tentar apressar o fim-de-semana.

Adenda ao post anterior (quase sem spoilers!)

Passou o filme agarrada à minha mão, sentada na ponta da cadeira, quase colada ao lugar da frente - diz que assim via melhor, que se se recostasse na cadeira iria ver tudo desfocado, maldito 3D, nem era necessário num filme destes, logo ela que vê mal ao longe. Desculpas esfarrapadas, que a emoção falou mais alto e os bichos carpinteiros não a deixaram sentar-se em condições durante o filme todo.

Gostei bastante, apesar de ter concordado com todas as críticas que ela começou a fazer, ainda as luzes da sala não se tinham acendido. Entre outras, que o final poderia ter sido diferente, etc e tal. Contudo, a carinha emocionada, o coração acelerado e as lágrimas que lhe escorreram rosto abaixo mal o genérico final surgiu no ecrã, fizeram com que tudo valesse a pena e até os efeitos especiais menos bem conseguidos, de repente não me pareceram assim tão maus.

O amor prevalece e esse, digam o que disserem, é o que faz mover o mundo.

P.S. 1- A Helena Bonham Carter é, toda ela, uma personagem e, mesmo quase não abrindo a boca durante o filme todo, enche o ecrã de cada vez que aparece. Gotta love that woman!

P.S. 2 - Passei no teste. Acho eu!

12 de julho de 2011

O ponto alto do (meu) ano


foi ver a cara dela ontem, quando descobriu que estavam a vender bilhetes para a ante-estreia do The Worldwide Phenomenon (e estou a citá-la). É claro que foi logo a correr comprar-nos bilhetes e tem andado numa excitação contagiante. Hoje, numa ida a pé do Amial aos Aliados, tive que ouvir o resumo alargado de TODA a saga, com especial incidência para os 5º e 7º filmes que eu, sacrilégio supremo, não vi - li o primeiro livro em voz alta ao D., que na altura tinha preguiça para ler, mas depois não li mais nenhum e fui vendo os filmes muito por causa deles. Lá ouvi tudo com a atenção possível, sendo repreendida a cada instante com um mas tu estás a ouvir-me?!, oh, não estás a prestar atenção..., ou de certeza que estás a perceber tudo? Ora diz lá o que é isto ou aquilo (inserir terminologia harrypottiana). 

Senti-me como os putos em vésperas de Provas de Aferição - não contam para nota, mas deixam-nos com umas dores de barriga do camandro. A minha avaliação vai ditar se passo a ser fixe e cool novamente ou se sou, definitivamente, uma cota com (quase) 31 anos. 

Faço o teste às 00h00 de 5ªfeira, dia 14 do corrente mês. Wish me luck!

9 de julho de 2011

A árvore da vida*

Olhando para a minha vida - assim como para os últimos posts por aqui escritos, apercebo-me, uma vez mais, como é sinuoso o caminho que somos tantas vezes obrigados a traçar, devido às mais variadas circunstâncias. Sei que a felicidade não se constrói em linha recta, mas há alturas em que tudo parece desmoronar à nossa volta. No entanto, no momento seguinte, há algo que nos devolve o alento, nos faz esboçar um sorriso e voltar a acreditar. É nesta montanha russa constante que vamos seguindo em frente, vivendo o dia a dia, traçando objectivos concretizáveis, continuando a sonhar.

Ando há dois dias com uma frase de Maria José Nogueira Pinto, uma daquelas almas nobres, mesmo quando se debatia por ideias e valores nem sempre concordantes com os meus, que nos deixou num testemunho que me comoveu - Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. A vida por aqui nem sempre é fácil, mas não deixa por isso de ter momentos de uma enorme felicidade. Como aqueles em que estamos todos juntos, quando sou abraçada pelos braços e pelo regaço quentinho daqueles que amo, quando vejo um projecto tornar-se realidade ou quando começamos a cantar How Do You Solve a Problem Like Maria, sempre que nos cruzamos com uma freira na rua. 

* Vi o The Tree of Life há já alguns dias. Pertenço ao grupo de pessoas que adorou cada minutinho, cada imagem, cada música escolhida para a banda sonora. O filme não me pareceu longo demais, não olhei para o relógio uma única vez, não achei os dinossauros metidos à pressão nem desgostei dos videoclips do início e do fim. A imagem estereotipada e algo batida daquela mãe também me pareceu fazer todo o sentido, num filme todo ele construído através de estereótipos, metáforas, clichés, crenças religiosas, correntes filosóficas e um enorme amor pela 7ª Arte. Só alguém muito apaixonado pelo cinema e pela possibilidade de contar histórias através de imagens faz um filme assim. Talvez o tenha visto na altura certa da minha vida, mas não poderia ter vindo mais a calhar.