8 de dezembro de 2009

You do me good


You made me forget about
Have, want and exert
And all of a sudden i feel proud
For being without saying a word
You made me forget about
Past and pain
Time you washed out
Like a soft sudden summer rain

You do me good
You do me
So good you made me forget about
Hmmm

You made me forget about
Have, want and exert
An all of a sudden i found out
Oh it's beautiful the way you wear your shirt
You do me good you made me forget about
Hmmm

- Forget about, de Sibylle Baier -

Do regresso...


















À minha volta já anda tudo (quase) histérico. Têm sido dias complicados, em que várias vezes took a stroll down memory lane...e agora isto. Não há coração que aguente!

Das lembranças...




...se fosse assim tão fácil arrumar o coração.

Sou secreta por natureza...



Se tudo existe é porque sou.
Mas por que esse mal estar?
É porque não estou vivendo do único modo
que existe para cada um de se viver e nem sei qual é.
Desconfortável.
Não me sinto bem.
Não sei o que é que há.
Mas alguma coisa está errada e dá mal estar.
No entanto estou sendo franca e meu jogo é limpo.
Abro o jogo.
Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
O que há então?
Só sei que não quero a impostura.
Recuso-me.
Eu me aprofundei mas não acredito em mim porque meu 
pensamento é inventado.


- Clarice Lispector -

7 de dezembro de 2009

6 de dezembro de 2009

Das decisões...


Do destino...

Cada um cumpre o destino que lhe cumpre,
E deseja o destino que deseja:
Nem cumpre o que deseja,
Nem deseja o que cumpre.

Como as pedras na orla dos canteiros
O Fado nos dispõe e ali ficamos;
Que a Sorte nos fez postos
Onde houvemos de sê-lo.

Não tenhamos melhor conhecimento
Do que nos coube que de que nos coube.
Cumpramos o que somos.
Nada mais nos é dado.



- Ricardo Reis -