Compreendo bem o FJV ...
30 de novembro de 2009
Quase de nada místico
Não, não deve ser nada este pulsar
de dentro: só um lento desejo
de dançar. E nem deve ter grande
significado este vapor dourado,
e invisível a olhares alheios:
só um pólen a meio, como de abelha
à espera de voar. E não é com certeza
relevante este brilhante aqui:
poeira de diamante que encontrei
pelo verso e por acaso, poema
muito breve e muito raso,
que (aproveitando) trago para ti.
- Ana Luisa Amaral -
29 de novembro de 2009
Sem ti
E de súbito desaba o silêncio.
É um silêncio sem ti,
sem álamos,
sem lua.
Só nas minhas mãos
oiço a música das tuas.
- Eugénio de Andrade -
Are you nobody, too?
I'm nobody! Who are you?
Are you nobody, too?
Then there's a pair of us -don't tell!
They'd banish us, you know.
How dreary to be somebody!
How public, like a frog
To tell your name the livelong day
To an admiring bog!
- Emily Dickinson -
Are you nobody, too?
Then there's a pair of us -don't tell!
They'd banish us, you know.
How dreary to be somebody!
How public, like a frog
To tell your name the livelong day
To an admiring bog!
- Emily Dickinson -
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