14 de setembro de 2009

Sonham para sempre a eternidade que se lhes nega...

Dos cuerpos que se acercan y crecen 
y penetran en la noche de su piel y su sexo, 
dos oscuridades enlazadas 
que inventan en la sombra su origen y sus dioses, 
que dan nombre, rostro a la soledad, 
desafían a la muerte porque se saben muertos, 
derrotan a la vida porque son su presencia. 
Frente a la vida sí, frente a la muerte, 
dos cuerpos imponen realidad a los gestos, 
brazos, muslos, húmeda tierra, 
viento de llamas, estanque de cenizas. 

Frente a la vida sí, frente a la muerte, 
dos cuerpos han conjurado tercamente al tiempo, 
construyen la eternidad que se les niega, 
sueñan para siempre el sueño que les sueña. 
Su noche se repite en un espejo negro.

- Juan Luis Panero -

13 de setembro de 2009

A invenção dos teus braços...



(...)
contra ele meu amor a invenção do teu sexo
único arco de todas as cores dos triunfos humanos
contra ele meu amor a invenção dos teus braços
maravilha longínqua obscura inexpugnável rodeada de água por
todos os lados estéreis
contra ele meu amor a sombra que fazemos
no aqueduto grande do meu peito o mar

- Mário Cesariny -


Journal Chic




12 de setembro de 2009

The moon is over the rise



Lay your head where my heart used to be
Hold the earth above me
Lay down in the green grass
Remember when you loved me

Encher de luar o jardim do nosso afecto...

Há um ar de espanto
no teu rosto em silêncio pequenas pausas
entre nós e as palavras
que desfiamos
Quando o silêncio (pausa mais longa
que nos contrai o peito)
cai bruscamente
duas mãos agitam-se meigamente as nossas
e os mendigos, todos os mendigos
espreitam ao postigo do teu pequeno apartamento
coroados de rosas e crisântemos

É o momento
em que afirmamos a realidade das coisas
não a que vemos na rua
e que sabemos fictícia

mas a outra

aurora cintilante
que põe estrelas no teu sorriso
quando acordas de manhã
com um sol de angústia na garganta

acredita
nada nos distingue
entre a multidão anónima a que pertencemos
embora
o fotógrafo teime sempre
em nos oferecer uma esperança
- fluido imaterial que nem mil anos
poderão condensar -

O nosso rasto
mal se apercebe na areia
condenados ao fracasso
pequena glória dos pequenos heróis deste tempo
ainda aspiramos
no entanto
a ser o índice deste século
único sinal humano, florescente e salubre
de contrário
seremos apenas
um halo de vento
arco-íris de luto
ou estrada para sedentários
É ocioso
preparar a objectiva
que nos vai condenar a um número
nesta cidade onde cada homem
é escravo de uma arma
Ocioso
avivar as flores do cenário
encher de luar o jardim do nosso afecto
Só um acaso
nos poderá revelar
por isso
fechemos o rosto
meu amor

- Pedro Oom -

Me too!











Por também pertencer ao fanclub dos Fab Four, percebo a indignação e perplexidade da Strangers... 

Why?! Tell me why!!!

9 de setembro de 2009

Summer day...




...being Micas (aka my mum!)

Livra-te de pores esta minha cara horrível lá no blogue!!! Livrei, pois ^^